Segundo ex-líderes de marketing da Nintendo, a empresa deveria se concentrar ainda mais em remakes para evitar crises de lançamentos semelhantes às enfrentadas pela Sony com o PS5. A ideia é usar reedições premium de títulos clássicos para preencher a linha de lançamentos do Switch 2, especialmente entre grandes lançamentos originais.
Apesar de outras grandes empresas como Capcom, Sony e Xbox já terem adotado uma estratégia de remakes com frequência — como as reedições de Resident Evil, The Last of Us e Halo — a Nintendo mantém um histórico mais discreto com esse tipo de projeto, exceto nos jogos da franquia Pokémon.
Contudo, o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, anunciado para 2026, é visto como um marco. Krysta Yang e Kit Ellis, ex-PRs da Nintendo, afirmam que esse projeto prova que há um público significativo interessado em reedições bem feitas, especialmente quando tratadas com qualidade.
Ellis destaca que a biblioteca da Nintendo é única por sua profundidade, e que os remakes podem ajudar a manter o catálogo forte ao longo do ano. Yang reforça que não é viável para nenhuma empresa lançar apenas títulos AAA inovadores constantemente, e que, caso a Nintendo siga o caminho da Sony — com longos intervalos entre lançamentos exclusivos —, enfrentará problemas.
Apesar do alerta sobre o risco de se tornar excessivamente dependente de remakes, os ex-líderes acreditam que a empresa poderia aumentar a porcentagem de reedições sem enfrentar grande rejeição do público, especialmente se equilibrado com novos projetos originais.