Josh Sawyer, diretor de Pillars of Eternity 2: Deadfire, comentou sobre as expectativas dos jogadores de RPG, que muitas vezes se sentem "diferentes" e esperam ter controle total sobre a narrativa. Isso se torna um ponto de tensão quando o jogo apresenta limitações, como a impossibilidade de parar o deus Eothas, uma das principais ameaças da trama.
Na conversa com o portal The Examined Game, Sawyer explicou que, embora os jogadores possam fazer escolhas significativas e impactantes, a narrativa foi projetada para mostrar que existem forças além do controle humano, mesmo em um mundo de fantasia. Ele afirmou: "Você pode ajudar a mitigar danos e tomar decisões importantes, mas não pode impedir Eothas".
Essa abordagem contrasta com a expectativa comum de que o protagonista deve ser capaz de resolver todos os problemas, refletindo uma crítica à ideia de que os jogadores são sempre os heróis invencíveis. Sawyer enfatizou que, apesar do poder do personagem, os deuses do universo de Pillars of Eternity são, em grande parte, egoístas e manipuladores.
Para muitos, essa perspectiva trouxe uma resolução insatisfatória ao final do jogo, enquanto para outros, como o próprio Sawyer, isso contribuiu para torná-lo um dos melhores RPGs de todos os tempos.