Em um dos mais icônicos jogos de horror dos anos 2000, Fatal Frame, o diretor Makoto Shibata transformou uma atividade cotidiana — fotografar — em uma experiência de terror visceral. Lançado originalmente em 2001 no PlayStation 2, o jogo coloca o jogador no controle de Miku Hinasaki, uma jovem que entra na mansão assombrada de Himoru em busca de seu irmão desaparecido.

Para se proteger, ela só conta com uma câmera antiga, a Camera Obscura, capaz de ferir e capturar espíritos. Essa mecânica inovadora foi pensada para explorar o medo do invisível — algo que Shibata considera ainda mais aterrorizante que monstros visíveis. "O mais assustador é a imaginação humana", afirmou ele, destacando que o terror verdadeiro vem das coisas que não podemos ver.

Shibata, que afirma ter tido experiências sobrenaturais desde a infância, disse em entrevista à Xbox Wire que queria trazer para os jogos os momentos que o deixaram acordado à noite. "Quero que os jogadores sintam o mesmo medo que senti", disse, mostrando que o jogo não é apenas entretenimento, mas uma forma de compartilhar medos pessoais.

Apesar das mudanças nos personagens e cenários ao longo da série, o cerne permanece o mesmo: o medo gerado pela incerteza, pela escuridão e pela câmera que pode ser a única defesa contra o que está além da realidade.

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