Final Fantasy Resonance, o novo título baseado no mobile gacha Brave Exvius, surpreendeu muitos com sua abordagem ousada e autêntica. Apesar de um início com roteiro fraco, o jogo se redime ao longo da jornada, mostrando um tom próprio, livre de preocupações com o que o público espera de um "Final Fantasy moderno".
O jogo abraça o que a série sempre foi: combate por turnos, mundos complexos, elementos mágicos e científicos convivendo sem explicação, e personagens com histórias profundas. Ele não tenta se justificar diante de tendências como ação em tempo real, open world ou narrativas sombrias obrigatórias — algo que afetou títulos recentes como FF15 e FF16.
Resonance reinventa o sistema de classes com novos papéis, foco em montagem de equipes e magias diferenciadas. A carta de mundo permite não-linearidade sem sobrecarregar o jogador. E as missões secundárias expandem o universo sem exigir horas extras de animação ou dublagem — algo que poupa recursos e mantém o foco na experiência.
O visual em HD-2D, com cortes cinematográficos e arte pixelada com estilo, mostra que não é preciso realismo para impressionar. O jogo prova que bom design, narrativa e confiança criativa são mais valiosos do que gráficos de última geração.
Apesar do mercado brasileiro ainda não ter recebido a data de lançamento oficial, o título tem potencial para ser um marco para a série no Brasil, onde há forte apelo por RPGs clássicos e jogos com identidade forte.
É hora de Square Enix lembrar que o coração de Final Fantasy nunca esteve em ação ou realismo, mas em sua essência — e Resonance é o blueprint para o futuro da franquia.
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