Desde a aquisição da licença em 2009, a Codemasters sempre equilibrou simulação e entretenimento em seus jogos de Fórmula 1. Mas com as mudanças regulatórias de 2026, o cenário mudou radicalmente. A nova geração de carros conta com sistemas de IA que controlam automaticamente a entrega de potência do motor elétrico, o que tem gerado falhas inesperadas — como carros parando em pista molhada ou perdendo controle durante freadas.
Incidentes como o de Lewis Hamilton, que precisou reiniciar o motor no meio da pista, ou o acidente de Valtteri Bottas, atribuído a um confuso sistema de recuperação de energia, mostram que os pilotos estão perdendo controle sobre aspectos fundamentais do carro. Lando Norris até comentou que foi obrigado a ultrapassar Hamilton por causa de um disparo automático da bateria, tornando a defesa impossível.
Essa realidade, que gera corridas com saltos de desempenho estranhos — como carros se transformando em ‘carros de brinquedo’ em certos momentos — é difícil de traduzir em um jogo. A Codemasters tem histórico de simular detalhes do esporte, mas o sistema de IA atual está tão imprevisível que poderia tornar o jogo frustrante, com carros desacelerando sem motivo e vantagens automáticas que desestabilizam o equilíbrio.
Apesar disso, a FIA já anunciou mudanças para 2027 que devem tornar o sistema mais previsível, com maior recuperação de energia nas frenagens e menos uso em retas. Isso pode aliviar o problema — mas os desenvolvedores terão pouco tempo para adaptar o jogo, já que a temporada começa em março.
Uma saída possível seria incluir uma opção de modo onde os jogadores podem votar em mudanças regulatórias, como a proibição do sistema automático de energia. Assim, os fãs poderiam escolher entre um jogo mais realista ou um mais tradicional, onde o controle está nas mãos do jogador.