O kernel do Linux removeu uma regra implementada em janeiro de 2026 que obrigava contribuidores a declarar o uso de ferramentas de IA ao submeterem códigos. A exigência, que incluía o uso da tag "Assisted-by" em patches, foi retirada após críticas e debates no mailing list do projeto.

Segundo Linus Torvalds, criador e mantenedor principal do kernel, a declaração não traz valor real sobre a qualidade ou compreensão do código. "O que eu espero é que as pessoas façam seu melhor e entendam o que estão fazendo. Isso pouco tem a ver com as ferramentas que usam", escreveu ele em resposta a preocupações levantadas por outro contribuidor.

Torvalds comparou a ideia de proibir o uso de IA em desenvolvimento com regras absurdas, como proibir o uso de compiladores ou exigir que todos os códigos sejam escritos em assembly. "Você não vê como seria UTTERLY STUPID (absurdamente estúpido) fazer regras assim?", questionou.

O debate reflete um momento de transição no mundo do software livre, onde a adoção de IA em tarefas de programação cresce, mas ainda gera controvérsias sobre qualidade, responsabilidade e transparência. O kernel do Linux, no entanto, optou por focar no que realmente importa: o entendimento do código e sua validade técnica.