Laura Fryer, cofundadora do Xbox, expressou suas preocupações sobre a decisão da Sony de acabar com a produção de mídia física a partir de 2028. Em um vídeo no YouTube, ela argumenta que essa mudança pode ter consequências sérias para os consumidores e para a indústria.

Fryer compartilhou sua experiência pessoal com jogos digitais, destacando como a expiração de direitos musicais a impediu de acessar músicas que havia comprado em Rock Band. Ela vê isso como um reflexo do que pode acontecer com os jogos se a indústria continuar a se mover em direção a um modelo exclusivamente digital.

Embora a Sony afirme que 85% de suas vendas são digitais, Fryer aponta que muitos jogos exclusivos ainda são comprados em formato físico. Segundo ela, essa estatística pode ser enganosa, pois inclui títulos que nunca tiveram versões em disco, forçando os consumidores a optar pelo digital.

Uma das principais razões para essa mudança, segundo Fryer, é a expectativa em torno de Grand Theft Auto VI, que será lançado apenas com um código de download na versão física. Ela acredita que a Sony está aguardando que a Rockstar lidere essa transição para um futuro digital.

Fryer também critica a tendência das empresas de entretenimento em priorizar o digital, o que, segundo ela, elimina o mercado de segunda mão e torna mais difícil para os jogadores competirem com novos lançamentos. Ela sugere que os consumidores considerem alternativas, como jogos de código aberto, para evitar contribuir para um sistema que favorece menos a posse real dos jogos.

Por fim, Fryer enfatiza que os jogadores ainda têm poder na indústria e que suas escolhas podem influenciar o futuro dos formatos de jogos. Ela acredita que se um número suficiente de pessoas apoiar criadores que oferecem verdadeira posse, isso pode levar a mudanças significativas.