A Sony anunciou a pré-venda de "PlayStation: The First 30 Years", um livro físico que celebra três décadas da marca, gerando polêmica entre fãs. O lançamento, disponível exclusivamente pela editora britânica Read-Only Memory, vem em duas versões: Padrão por US$ 125 e Deluxe, com tiragem limitada a 1.994 cópias, por US$ 325. A edição conta com 400 páginas, acesso a arquivos inéditos da empresa e depoimentos de figuras-chave, como Ken Kutaragi, o "Pai do PlayStation", e o designer-chefe do PS5, Yujin Morisawa.

Apesar do conteúdo premium, o anúncio reacendeu debates sobre a posição da Sony em relação à mídia física. A empresa anunciou em janeiro que reduzirá a produção de discos para os consoles a partir de 2028, decisão que já provocou reações fortes no mercado brasileiro e global. Muitos jogadores argumentam que, enquanto a Sony investe em livros físicos, está descartando o que para muitos é essencial: colecionar jogos em mídia física.

"Só vendem itens colecionáveis e tiram o que a gente realmente quer colecionar", comentou um internauta no X. Outro questionou: "Só para ficar claro… Vocês apoiam livros físicos, mas não jogos físicos?" A crítica é reforçada por especialistas e ex-executivos, como Shawn Layden, que afirmou: "Se você não pode vender algo, isso significa que você não possui nada. Se você não possui, então o que está comprando?".

Apesar da reação negativa, a Sony mantém sua decisão, justificando-a como economicamente viável. Ken Kutaragi, presente no livro, reconhece que os discos se tornaram uma metáfora de "posse", mas considera a mudança necessária. No entanto, no Brasil, onde há forte tradição de colecionismo de jogos físicos, a decisão ainda gera preocupação sobre o futuro dos consoles e a relação com os fãs.