Um ex-desenvolvedor da BioWare afirmou que o estúdio foi pressionado a reduzir elementos de inclusividade em Mass Effect 5 após a aquisição da EA por um consórcio liderado pela Arábia Saudita, com o objetivo de não causar ofensa em determinados mercados.

O relato, feito a um veículo francês (BFM) e traduzido por ferramentas automáticas, diz que a equipe foi orientada a remover uma bandeira em um vídeo de apresentação do jogo, considerada muito semelhante à bandeira LGBTQIA+. A justificativa, segundo o ex-funcionário, foi evitar problemas com públicos sensíveis, especialmente em regiões com leis mais restritivas sobre representação de minorias.

A mudança ocorreu em meio a um clima de tensão dentro da empresa após a compra bilionária da EA — avaliada em US$ 55 bilhões — por um consórcio que inclui o fundo soberano saudita, o grupo Affinity Partners de Jared Kushner e o fundo de private equity Silver Lake.

A história reacende preocupações sobre censura e interferência política em jogos, especialmente considerando que a Arábia Saudita já impôs mudanças em títulos como The Sims em versões distribuídas no país, com alterações em capas e elementos visuais para remover representações LGBTQIA+.

O cancelamento do Mass Effect 5 e o fechamento da BioWare geraram grande comoção entre fãs e ex-colaboradores. Muitos acreditam que a decisão foi influenciada por preocupações com o alinhamento de conteúdo com os valores do novo proprietário.