Um recente relatório destacou a situação atual da Xbox, revelando que a Microsoft gastou quase US$ 80 bilhões nos últimos dez anos em iniciativas para revitalizar a marca e o Xbox Game Pass. No entanto, esses esforços não trouxeram os resultados esperados.

Segundo a CEO da Xbox, Asha Sharma, os grandes investimentos feitos sob a liderança anterior, incluindo o Game Pass e a aquisição de estúdios, não cresceram na mesma proporção que se esperava. A meta era alcançar 77 milhões de assinantes do Game Pass até o final do ano fiscal de 2026, mas atualmente o número está em 30 milhões, conforme fontes.

Funcionários da Xbox expressaram preocupação de que os números de assinantes do Game Pass já tinham atingido seu pico. Em junho, foi revelado que muitos usuários cancelaram suas assinaturas após um aumento de 50% no preço, que foi reduzido para US$ 23, ainda acima do valor anterior de US$ 20.

Uma das teorias para o desempenho do Game Pass é que o modelo de assinatura, similar ao da Netflix, não se aplica bem ao comportamento dos jogadores. Dados mostram que a maioria dos gamers nos EUA compra no máximo dois jogos por ano, o que sugere que os padrões de consumo são diferentes entre entretenimento linear e interativo.

Analistas apontam que o Game Pass não conseguiu atrair o público em massa. Embora a Microsoft tenha investido US$ 1 bilhão anualmente em acordos com jogos de terceiros para aumentar as assinaturas, a estratégia não teve o impacto desejado.

Além disso, a Microsoft decidiu se desfazer de cinco estúdios de desenvolvimento, reconhecendo que não é viável ou desejável possuir todos os estúdios independentes. A empresa planeja redirecionar seus investimentos para áreas com maior potencial de retorno.

Com cortes de 3.200 empregos na divisão de jogos, a Microsoft está passando por uma reestruturação significativa, que inclui um total de 4.800 demissões em toda a empresa, representando cerca de 2,1% da força de trabalho global.