O Templo da Água, um dos capítulos mais desafiadores e criticados de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, está recebendo uma reformulação completa no remake anunciado para 2026. Segundo a Nintendo, a equipe de desenvolvimento, liderada por Eiji Aonuma e HokWai Ng, trabalhou para resolver problemas que deixaram muitos jogadores frustrados ao longo dos anos.
Ao longo da entrevista com a Nintendo, Aonuma revelou que o templo tinha um significado pessoal. Ele queria corrigir um “dever pendente” desde o lançamento original, em 1998. O objetivo era manter a experiência única de estar debaixo d’água — algo inédito na época — mas torná-la mais acessível.
"Eu queria que os jogadores sentissem o que é estar sob a água: os sons mudam, o ambiente parece outro mundo", disse Aonuma. Ele destacou que, na época, o jogo era pioneiro em simular esse ambiente, mas a complexidade dos quebra-cabeças e a necessidade constante de trocar itens — como as botas de ferro — geravam frustração.
Na versão atualizada, a Nintendo simplificou a troca entre itens e substituiu paredes que bloqueavam a visão por estruturas em treliça. Isso permite que os jogadores vejam além dos cômodos, evitando a sensação de desorientação que era comum.
"Colocamos objetos de forma que o jogador possa deduzir intuitivamente para onde ir", explicou Ng. "A disposição dos elementos foi ajustada para facilitar a navegação, sem perder a essência do desafio original."
A equipe também destacou que o remake não quer apenas agradar novos jogadores, mas conectar gerações. "Esperamos que filhos e pais possam conversar sobre como o templo era difícil na época", brincou Ng. "O filho pode dizer: ‘Ah, não é tão difícil assim’. E o pai pode se sentir um pouco desanimado."
Com isso, a Nintendo mostra que o remake não é apenas uma atualização visual, mas uma reinterpretação cuidadosa de um dos momentos mais icônicos — e controversos — da série Zelda.