Um modder identificado como pepsipu afirmou ter conseguido um exploit no Nintendo Switch 2, permitindo a inclusão de personagens não oficiais em jogos como Mario Kart World. A modificação foi feita com ajuda de inteligência artificial, especialmente com o uso de ferramentas baseadas em Claude Opus 5.5, que aceleraram o desenvolvimento de códigos para o sistema.

Na demonstração, foram inseridos personagens como Cinnamoroll (da Sanrio), Hatsune Miku (vocalóide) e até Peter Griffin (de Family Guy) no jogo, gerando um conteúdo viral. No entanto, o acesso não é permanente: o exploit é perdido ao desligar o console, exigindo que o processo seja repetido toda vez.

Para usar o método, é necessário comprar o software SmileBASIC 4 no Nintendo eShop por US$ 25 — um passo que pode ser bloqueado por atualizações futuras. O procedimento é altamente técnico, com instruções difíceis de seguir para jogadores comuns.

Esse fenômeno não é isolado. A Sony também enfrenta problemas semelhantes com jailbreaks no PlayStation 5, impulsionados por IA. Já a Microsoft anunciou o Xbox Labs, um novo setor que pode estar ligado a essas tendências de desenvolvimento com ajuda de algoritmos.

Apesar do impacto técnico, o exploit não representa uma ameaça imediata à Nintendo. O caso mostra como a IA está mudando o cenário de modding, com projetos que antes levavam meses agora sendo feitos em semanas — inclusive com portagens de jogos antigos para navegadores e modificações criativas em títulos como Elden Ring e Call of Duty.

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