Um novo relatório do Wall Street Journal aponta que o total de assinantes do Xbox Game Pass caiu para 30 milhões, o que representa uma perda de cerca de 4 milhões em relação aos números divulgados em 2024.

Esse número está bem abaixo da meta ambiciosa da Microsoft de alcançar cerca de 77 milhões de assinantes até julho de 2026, conforme revelado durante a investigação da Comissão Federal de Comércio dos EUA sobre a aquisição da Activision Blizzard em 2023. Um slide vazado mostrava que a empresa tinha como meta ainda mais ousada atingir 100 milhões de membros pagos até 2030.

No ano passado, a Microsoft aumentou o preço do Game Pass Ultimate em quase 50%, além de reorganizar e renomear algumas das categorias do serviço. Embora a empresa não tenha declarado explicitamente, essa mudança foi vista como uma forma de incluir os jogos da série Call of Duty no serviço desde o lançamento. No entanto, esse aumento de preço resultou na perda de milhões de assinantes.

Em abril, a Microsoft tentou corrigir essa situação, reduzindo o preço do Game Pass e removendo os lançamentos de Call of Duty do dia um. Agora, os jogos da franquia entram no catálogo um ano após seu lançamento inicial. Essa foi uma das primeiras decisões da nova CEO da Xbox, Asha Sharma, que já havia mencionado a queda na adesão ao Game Pass em memorandos internos.

Recentemente, em um comunicado que anunciou a demissão de 3.200 funcionários da divisão Xbox, Sharma destacou novamente os problemas de crescimento do Game Pass como um dos motivos por trás da decisão, afirmando que o serviço "não cresceu no ritmo que esperávamos".

O serviço de assinatura de jogos, que segue o modelo da Netflix, tem sido criticado pela PlayStation como "destrutivo em termos de valor", embora alguns desenvolvedores tenham contestado essa afirmação. A PlayStation também possui seu próprio serviço de assinatura, o PS Plus, mas os jogos raramente são lançados nele no dia um, servindo mais como uma forma de acesso a títulos clássicos e do catálogo anterior.