O lançamento de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Nintendo 3DS em 2011 marcou o primeiro grande retorno do clássico de 1998 — mas não sem gerar controvérsia. A pergunta que ainda divide fãs até hoje: o jogo é um remake ou um remaster?

Para entender, é preciso saber a diferença entre os dois conceitos. Um remake é uma reconstrução completa do jogo, com mecânicas atualizadas, nova programação e, muitas vezes, expansão da história. Exemplos famosos são Omega Ruby e Alpha Sapphire, ou o Final Fantasy VII Remake. Já um remaster mantém o código original, apenas melhorando gráficos, som e desempenho para novos consoles — como Skyward Sword HD e Twilight Princess HD no Switch.

Apesar de parecer um remaster à primeira vista, Ocarina of Time 3D foi, de fato, reconstruído do zero. Segundo Shigeru Miyamoto, em entrevista ao Iwata Asks, o salto tecnológico entre N64 e 3DS era tão grande que o código original não poderia ser usado. Isso exigiu uma reescrita completa do jogo, com novos gráficos 3D, iluminação aprimorada, profundidade visual e melhorias na interface — como a troca de itens pela tela inferior.

Porém, muitos ainda veem o jogo como um remaster. A jogabilidade básica, os puzzles, os inimigos e até o sistema de progressão permaneceram praticamente idênticos. A trilha sonora foi adaptada, mas não refeita por completo, o que afasta ainda mais da definição clássica de remake.

Com o anúncio de um novo remake completo para o Nintendo Switch 2, em 2026, a discussão ganha novo fôlego. A nova versão trará cinemáticas inéditas, voz dublada e conteúdo exclusivo — elementos que faltavam até mesmo na versão 3D.

Assim, Ocarina of Time 3D se encaixa em uma espécie de zona cinzenta: tem características de um remake, mas mantém a alma de um remaster. O que define o termo? Para a Nintendo, é um remake. Para muitos fãs, ainda é um remaster. A resposta, talvez, dependa do que você espera de um jogo refeito.