Um artigo recente discute a importância de personagens de RPG que são, de certa forma, detestáveis. Segundo o autor, Harvey Randall, esses personagens, com suas falhas e comportamentos difíceis, podem criar uma narrativa mais rica e envolvente.

No jogo Baldur's Gate 3, por exemplo, o personagem Gale é destacado por suas reações exageradas e inseguranças, o que o torna mais tridimensional. Após uma noite romântica, ele questiona o desempenho na cama e reage de forma petulante ao receber uma resposta morna, evidenciando sua vulnerabilidade e complexidade.

Randall argumenta que a disposição de criar personagens desagradáveis enriquece a experiência do jogador, permitindo interações mais autênticas e, por vezes, tensas. A equipe de escritores da Larian Studios, responsável pelo jogo, não hesitou em fazer com que muitos personagens fossem hostis ou se voltassem contra o jogador em certos momentos.

A ideia central é que, ao invés de criar apenas companheiros agradáveis, a inclusão de personagens com personalidades conflitantes pode resultar em histórias mais memoráveis. Isso se aplica a RPGs em geral, onde a interação entre personagens com características opostas pode ser essencial para o desenvolvimento da narrativa.