A Sony respondeu a uma ação coletiva que a acusa de não deixar claro que os jogadores, ao adquirirem jogos digitais, estão comprando apenas uma licença revogável e não a propriedade dos jogos.
A ação foi protocolada em 18 de junho de 2026 e argumenta que a PlayStation não informa adequadamente os consumidores sobre a natureza das transações. Segundo o processo, a empresa oculta essa informação em textos pouco visíveis ou em contratos que não exigem reconhecimento explícito dos consumidores.
Antes de finalizar a compra na loja digital, uma mensagem em letras miúdas informa que a aquisição é uma licença sujeita aos Termos de Serviço da PlayStation. A resposta da Sony, apresentada em 21 de agosto no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, defende que os consumidores são suficientemente informados sobre a licença e não a propriedade total.
A empresa citou que, conforme o contrato, "O Software é licenciado a você, não vendido", e argumentou que não faz sentido afirmar que consumidores razoáveis acreditariam estar adquirindo a propriedade de um jogo digital.
Essa declaração gerou reações negativas nas redes sociais, especialmente após a decisão da Sony de encerrar a produção de discos físicos a partir de janeiro de 2028. Muitos jogadores expressaram preocupação com a falta de verdadeira propriedade sobre os jogos, uma vez que as licenças podem ser revogadas a qualquer momento.