Shuhei Matsumoto, produtor de Street Fighter 6, revelou em entrevista de outubro de 2026 que a franquia estava à beira da extinção antes do lançamento do novo título. Segundo ele, a situação do Street Fighter 5 — lançado em 2016 com falhas técnicas e ausência de modos essenciais — colocava a propriedade intelectual em risco.

Matsumoto e o diretor Takayuki Nakayama perceberam que, sem mudanças, a série poderia desaparecer do radar em apenas uma década. A base de jogadores do SF5 era envelhecida, com média entre 35 e 45 anos. Em 10 anos, muitos estariam com 60, o que tornaria difícil manter o interesse.

"Se deixássemos as coisas como estavam, a propriedade intelectual provavelmente morreria em 10 anos", disse Matsumoto. A solução? Tratar o Street Fighter como se fosse uma nova franquia, sem o peso do passado. "Não devemos ser excessivamente confiantes", afirmou. "A geração atual não nos conhece. Temos que explicar quem são os personagens e como jogar, do zero".

Para atrair novos jogadores, a equipe focou em acessibilidade. O sistema Modern, o Modo World Tour (desativado desde 2026), o Battle Hub e comentários em tempo real com influenciadores como Vicious e Tasty Steve ajudaram a criar uma experiência mais inclusiva.

O resultado foi um sucesso comercial e crítico. Street Fighter 6 já vendeu mais de 7 milhões de cópias até o verão de 2026, com forte presença no Brasil, Japão e Europa. O jogo é um dos mais populares da Capcom em anos, com comunidade ativa no Steam e consoles.