O remake de Assassin’s Creed 4: Black Flag, intitulado Black Flag Resynced, tem gerado discussões sobre a remoção de elementos importantes da narrativa. Lançado originalmente em 2013, o jogo é considerado um dos melhores da Ubisoft, mas a nova versão omite a história contemporânea que envolve a Abstergo Industries.
Na versão atual, a trama se concentra exclusivamente em Edward Kenway, um pirata do século XVIII, que se vê no meio de uma conspiração no Caribe. Embora a narrativa de pirata seja envolvente, críticos apontam que falta um tempero essencial que estava presente na versão original.
No jogo original, o jogador assume o papel de um funcionário da Abstergo Entertainment, que usa o Animus para reviver memórias de seus ancestrais. Essa camada moderna trazia um tom satírico ao jogo, transformando a história de Edward em um produto de entretenimento de baixo nível, o que gerava momentos de humor e crítica à indústria de jogos.
Com a remoção dessas seções, Resynced perde a ironia que tornava a experiência mais rica. A narrativa moderna não apenas adicionava profundidade, mas também funcionava como uma crítica ao próprio processo de desenvolvimento de jogos, algo que a Ubisoft parece ter esquecido ao se tornar uma corporação que imita o que antes satirizava.
Apesar das críticas, muitos ainda consideram Resynced uma versão divertida do jogo, destacando sua jogabilidade e exploração. No entanto, a falta da narrativa contemporânea pode deixar os fãs da série se perguntando sobre o que foi perdido nessa nova abordagem.

