A nova edição de Assassin's Creed Black Flag Resynced traz à tona as características negativas de Edward Kenway, um pirata galês que nunca foi um personagem admirável. Desde o início, ele é retratado como um bêbado sem rumo, tentando se encontrar nas Índias Ocidentais após fracassar em sua vida pessoal em Bristol.
Apesar de Black Flag Resynced ser um jogo visualmente impressionante e divertido, a narrativa se arrasta ao prolongar a jornada de redenção de Edward, tornando difícil torcer por ele. Ao contrário de outros anti-heróis, como Arthur de Red Dead Redemption 2, Edward parece ter motivações superficiais, focando em dinheiro e riquezas.
Os personagens ao seu redor, como Vane e Kidd, reconhecem suas intenções egoístas, e a falta de profundidade do protagonista se torna um fardo na experiência de jogo. Mesmo após várias horas, Edward continua sendo uma caricatura de pirata, sem um desenvolvimento significativo.
O jogo, que utiliza o motor Anvil, oferece um mundo aberto vasto, permitindo exploração livre. Contudo, essa liberdade pode prejudicar o ritmo da narrativa, fazendo com que os jogadores se distraiam com atividades secundárias, em vez de avançar na história principal.
Em resumo, a nova versão de Black Flag pode ser visualmente atraente e cheia de conteúdo, mas a jornada de Edward Kenway pode se tornar cansativa, uma vez que o jogador pode se sentir preso em sua era de canalhice.