O título Ryse: Son of Rome, desenvolvido pela Crytek, foi um dos jogos de lançamento do Xbox One e tinha grandes ambições. Originalmente, a equipe planejava expandir a narrativa para incluir cenários históricos variados, como o Japão feudal e a Islândia Viking, antes de enfrentar desafios que limitaram seu desenvolvimento.

O jogo, que coloca o jogador no papel de um centurião romano em busca de vingança, se destacou por sua estética cinematográfica, mas também foi criticado por sua curta duração, com cerca de 6 horas de gameplay. Segundo ex-funcionários, até dois terços do conteúdo planejado foram cortados devido à pressão para o lançamento.

Durante o desenvolvimento, um grupo de artistas e pesquisadores se reuniu para discutir o futuro da franquia. Patrick Hanenberger, o diretor de arte, revelou que havia interesse em explorar diferentes culturas, como os Vikings, que poderiam levar os jogadores a raids ao longo das costas da Europa e até Constantinopla. Outros cenários considerados incluíam o Japão feudal e o Império Otomano.

Contudo, a ideia de se afastar de Roma gerou debates internos. Alguns membros da equipe acreditavam que a base da franquia ainda estava sendo estabelecida e que uma mudança drástica poderia ser arriscada. Hanenberger sugeriu que a franquia poderia explorar como os impérios surgem e caem, criando uma conexão temática entre os jogos.

As sequências planejadas teriam um design mais aberto do que o original, com novas mecânicas de jogo que foram cortadas por falta de tempo. Apesar de ter enfrentado dificuldades, Ryse vendeu mais de um milhão de cópias e conquistou um público fiel ao longo do tempo.

Infelizmente, a Crytek não conseguiu avançar com a franquia devido a um impasse com a Microsoft, que queria adquirir os direitos da IP, enquanto a Crytek preferia manter a propriedade. Isso resultou na pausa do desenvolvimento de sequências, deixando a história de Ryse em um estado incerto.