O jogo Seed, um MMO de simulação de colônia da Klang Games, chegou ao acesso antecipado após quase uma década de desenvolvimento. Nele, os jogadores criam um personagem, chamado seedling, que interage com outros jogadores e avatares por meio de uma IA.

A proposta de ter NPCs impulsionados por IA é interessante. A ideia de personagens que podem conversar sobre diversos temas, além do básico, é atraente. No entanto, a execução atual deixa a desejar. Embora os NPCs possam falar bastante, as interações frequentemente carecem de conteúdo relevante.

Durante a criação do meu seedling, tive uma interação inicial divertida. Perguntei sobre as pernas longas do meu avatar, e a resposta foi criativa. Porém, após algumas horas de jogo, percebi que essa interação positiva foi mais uma exceção do que uma regra. As conversas seguintes revelaram-se repetitivas e sem significado.

Por exemplo, em uma troca de mensagens entre meu seedling e o de outro jogador, ambos discutiram sobre a idade de forma estranha e sem sentido, com frases que pareciam mais um enchimento do que um diálogo real. A IA tende a usar palavras desnecessárias, o que torna as respostas pouco naturais.

Apesar de algumas interações serem divertidas, a maioria não consegue manter o jogador imerso. A repetição de expressões como “número pesado e bonito” ou “vibes” em conversas mostra a falta de profundidade do diálogo. O jogo até apresenta personalidades distintas para os avatares, mas isso não é suficiente para compensar a falta de conteúdo interessante nas interações.

Embora a IA do jogo funcione bem para fornecer dicas e orientações, ela falha em criar diálogos envolventes. Em vez de oferecer conversas significativas, as interações acabam se tornando superficiais.

Seed tem potencial, mas sua abordagem atual à IA ainda precisa de melhorias significativas para que as interações sejam realmente impactantes e imersivas.