Um novo caso de demissão em massa no setor de games está chamando atenção: a Gamepires, desenvolvedora do jogo de sobrevivência Scum, anunciou a dispensa de um número não especificado de funcionários. A decisão foi comunicada por meio de uma mensagem anônima no X (antigo Twitter), com linguagem genérica e comum em comunicados de demissão recentes.
O contexto é ainda mais preocupante por conta do histórico recente da empresa. A Gamepires foi adquirida pela Splash Damage Group — com apoio do fundo de investimento Emona Capital — há apenas oito meses. A compra foi justificada pela necessidade de estabilidade e crescimento, especialmente com o sucesso contínuo de Scum no Steam, que recebe atualizações regulares.
Porém, o ciclo de cortes já estava em andamento. A Splash Damage havia demitido funcionários três meses antes da aquisição da Gamepires, em nome de “agilidade e adaptação em um mercado desafiador”. Na época, a empresa alegou que precisava se ajustar após ser comprada por investidores privados — um movimento que, segundo analistas, é cada vez mais comum no setor.
Desde a saída de Gears Tactics, em 2020, a Splash Damage não lançou nenhum título novo. O projeto mais esperado, Transformers: Reactivate, foi cancelado em 2025. Já Scum, por sua vez, continua ativo e bem avaliado no mercado, o que torna o corte de equipe ainda mais surpreendente.
Com isso, o caso reforça uma tendência preocupante: demissões em cadeia, mesmo em estúdios que ainda têm produtos em funcionamento. A situação levanta dúvidas sobre a sustentabilidade de modelos de investimento em games, especialmente quando o foco é retorno financeiro em curto prazo, e não desenvolvimento de produtos.
A Splash Damage ainda não se manifestou oficialmente sobre os novos cortes. O Portal do Videogame entrou em contato para esclarecimentos e atualizaremos o conteúdo caso recebamos resposta.