O filme Street Fighter, dirigido por Kitao Sakurai e lançado em 2026 pela Paramount Pictures, está gerando reações divididas entre críticos e fãs. Apesar de não ser considerado um completo desastre, a maioria dos comentários aponta que o longa se perde em sua tentativa de equilibrar ação, humor e nostalgia.
Segundo o IGN, a história é muito fraca para sustentar o elenco amplo de personagens, e o filme parece mais focado em acertar golpes do que em construir uma narrativa sólida. A nota foi de 6/10, com elogios aos momentos de ação, que “acertam com força” quando conseguem se concentrar.
O Guardian foi mais severo, dando apenas 2/5. A crítica aponta que o filme tenta brincar com a própria loucura do universo do jogo, mas acaba se afundando em clichês do início dos anos 90, sem conseguir elevar o tom. “É satisfeito em se zombar de si mesmo e de tudo o que é ridículo no passado, enquanto permanece preso no mesmo lugar”, diz o texto.
Outros veículos também destacaram o equívoco. ScreenCrush comparou o ritmo a uma “dose de café em excesso”, que dá energia no começo, mas causa dor de cabeça depois. Já a Associated Press deu apenas 1/4, descrevendo o filme como “um caos entusiasta, confuso e desajeitado”.
Por outro lado, ScreenRant foi um dos poucos a elogiar o tom ousado e o trabalho do diretor, destacando os combates bem feitos e o estilo visual. A nota foi de 7/10, considerando o filme “uma das adaptações mais mistas do ano”.
Collider também deu 6/10, elogiando as sequências animadas e os momentos de ação, mas criticando a exaustão causada por diálogos e conflitos emocionais pouco envolventes.
Com o elenco liderado por David Dastmalchian como M. Bison — uma escolha que gerou expectativa —, o filme prometia uma abordagem mais leve e irônica. No entanto, a crítica aponta que o tom não se sustenta, e o filme acaba se perdendo entre referências nostálgicas e tentativas de humor que não aterrissam.