O Season Pass 5 de Battlefield 6, intitulado "Siege of Vegas", chegou com uma recepção dividida. Enquanto a nova mapa Area 51 foi elogiada, o pacote de cosméticos gerou uma onda de críticas nas redes sociais.

Jogadores destacaram personagens com designs considerados absurdos: um operador com cinco pistolas idênticas no cinturão, outro com vários carregadores extras sem lógica prática, e um terceiro com um crachá no braço que diz "Secuty" — um erro evidente de digitação no lugar de "Security".

"Por que esse cara tem cinco pistolas?", questionou um usuário no subreddit do jogo. Outro comentou: "O design dos carregadores parece totalmente gerado por IA. E o patch com erro? Isso não acontece com artistas humanos, a menos que estejam sobrecarregados".

As críticas se intensificaram com a constatação de que esses itens estão sendo vendidos como parte do passaporte de temporada. "Cobrar dinheiro dos jogadores por conteúdo gerado por IA é o ápice do desrespeito", escreveu um fã em um dos fóruns mais comentados.

Apesar de a Electronic Arts não ter confirmado o uso de IA na criação dos modelos, essa não é a primeira vez que o jogo é acusado de entregar conteúdo com falhas. Desde o lançamento inicial, já havia relatos de cosméticos com aspecto artificial, e muitos desses itens ainda permanecem no jogo meses depois.

A situação se complica com o contexto: em meados de 2026, a EA realizou demissões em alguns estúdios do Battlefield, mesmo enquanto executivos lucram com a venda da empresa ao grupo saudita. Essa combinação de cortes, prazos apertados e uso crescente de ferramentas de IA tem gerado desconfiança entre a comunidade.

"Eu entendo o uso da IA, não sou burro. Mas o que me deixa sem palavras é: quem paga por isso? Quem acha que vale a pena gastar dinheiro com algo que parece feito por um algoritmo?", questionou um jogador no Twitter.