Castlevania: Belmont's Curse está entre os destaques de 2026, reafirmando o retorno triunfal de franquias clássicas no mercado de games. Após anos de silêncio, a Konami, com o apoio da Evil Empire — estúdio por trás de Dead Cells —, apresenta um título que honra o legado dos Igavanias com um toque contemporâneo.

Uma nova geração de caçadores

Rose Belmont, filha do lendário Trevor Belmont, assume o papel principal em uma jornada que começa em Paris, onde uma ameaça sobrenatural ameaça a humanidade. A trama é direta, mas bem construída, com reviravoltas que valorizam a história da família Belmont e seu papel histórico na luta contra o mal.

Exploração, combate e desafios que encantam

O jogo se destaca pela fluidez e dinamismo em todos os aspectos. A movimentação é ágil, o combate é profundo e diversificado, e a exploração do mapa é recompensadora. Cada batalha de chefe é uma obra-prima visual e de design, com mecânicas complexas e impacto emocional — a luta contra Joana d'Arc, por exemplo, é marcante, tanto pela estética quanto pelo ritmo.

Os arcanos do Tarot, que se tornam magias após derrotar chefes, ampliam as opções de combate. Já as armas — chicotes, espadas, lanças — têm três variações cada, permitindo personalização e estratégias diferentes. O sistema de múltiplos finais também amplia o replay value: um final ruim pode ser alcançado em menos de seis horas, enquanto o verdadeiro exige mais de 12.

Um problema visual que não tira o brilho

Apesar da qualidade geral, há um ponto que atrapalha: a resolução irregular de algumas texturas, especialmente em cutscenes e fundos. Elementos que deveriam ser nítidos ficam borrados, o que prejudica um pouco a imersão em um jogo com direção de arte tão cuidadosa. No entanto, essa falha não compromete a experiência como um todo.

O veredito

Castlevania: Belmont's Curse é uma homenagem bem-feita ao passado, com um ritmo acelerado, desafios bem equilibrados e uma protagonista carismática. A Evil Empire demonstra domínio absoluto em jogos 2D, e o resultado é um dos melhores títulos do ano — um verdadeiro tributo a Symphony of the Night, com alma própria.