A Nintendo lançou recentemente Super Mario Sunshine na coleção de clássicos do GameCube, um jogo que gerou opiniões divididas entre os fãs. Giovanni Colantonio, em um artigo no Polygon, revisita a experiência de jogar o título em 2002, destacando a empolgação que ele trouxe.
Apesar de não ter sido um jogo perfeito, muitos ainda guardam boas memórias de Sunshine. O uso do FLUDD para limpar a sujeira com jatos de água é um exemplo de mecânica que trouxe uma sensação tátil ao gameplay, mesmo que alguns considerem a ajuda mecânica de Mario um desvio do que ele representa.
No entanto, ser fã da Nintendo durante a era do GameCube foi desafiador. O console enfrentou uma dura concorrência do PlayStation 2, e a Nintendo parecia relutante em se adaptar às novas tendências do mercado. O formato de disco escolhido, por exemplo, era menor e não permitia a reprodução de DVDs, além de ter um design peculiar.
As decisões da empresa, como lançar o console com jogos menos convencionais e optar por um estilo visual cartunesco para The Wind Waker, foram vistas como provocativas. Essa postura, embora arriscada, resultou em inovações que mais tarde ajudaram a Nintendo a se reinventar sob a liderança de Satoru Iwata, que levou a empresa a criar o DS e o Wii.
Assim, o GameCube, apesar de suas falhas, foi um período de experimentação que moldou o futuro da Nintendo. Às vezes, desafiar o status quo pode ser a chave para a reinvenção.