A desenvolvedora polonesa Rebel Wolves demonstrou confiança ao apresentar The Blood of Dawnwalker no ano passado. O trailer do jogo trouxe uma atmosfera sombria, uma trilha sonora marcante e uma visão de um vasto mundo aberto medieval. Criado por membros da equipe que trabalhou em The Witcher 3, incluindo o diretor Konrad Tomaszkiewicz, o RPG de vampiros promete competir com os melhores títulos da CD Projekt Red.

Recentemente, tive a oportunidade de jogar The Blood of Dawnwalker por quatro horas, começando do zero. A experiência confirmou minhas expectativas: o jogo traz elementos de The Witcher, mas com uma identidade própria. O protagonista Coen vive em um vilarejo nos Cárpatos, uma região dominada por vampiros que oferecem proteção em troca de um tributo mensal de sangue.

O tempo em Dawnwalker é uma moeda limitada, o que significa que os jogadores só podem completar um número restrito de objetivos antes da ominosa Missa de Sangue. Essa mecânica me permitiu explorar mais o vilarejo e reorganizar a narrativa de Coen.

Uma das primeiras quests me levou a interagir com Gremla, uma aldeã que teve um banner roubado. A missão inicial é quase linear, mas mostra que Coen, assim como Geralt, também precisa atuar como detetive. Após encontrar o ladrão, percebi que suas ações eram motivadas por um desejo de rebeldia contra a opressão vampírica. Decidi devolver o banner, mantendo a paz temporária no vilarejo.

O jogo não separa quests principais e secundárias, mas algumas histórias parecem mais críticas. Uma missão para encontrar ervas medicinais me levou a Anca, uma bruxa local que pode se tornar um interesse romântico. O diálogo entre Coen e Anca é bem escrito, mostrando uma conexão genuína sem cair em clichês.

Uma tempestade me forçou a passar mais tempo com Anca, o que impactou o tempo disponível para completar outras quests. Essa mecânica de tempo como recurso é intrigante e faz com que o jogador reflita sobre suas escolhas. Ao final do prólogo, Coen se torna o titular Dawnwalker — um homem de dia e vampiro à noite.

O mundo aberto de Vale Sangora é extenso, mas não avassalador. A exploração é facilitada por habilidades que aumentam a velocidade de corrida ou permitem a transformação em lobo. Encontrei diversas atividades, como resolver um quebra-cabeça em uma torre e enfrentar um espírito luminescente que me levou a uma cena de morte. O combate, no entanto, é desafiador e exige concentração, com um sistema direcional que lembra jogos como For Honor.

Embora o combate tenha uma base sólida, encontrei dificuldades em batalhas contra múltiplos inimigos. As opções de stealth são limitadas, mas os desenvolvedores mencionaram que há maneiras de contornar os confrontos diretos. Estou ansioso para explorar mais quando o jogo for lançado.

The Blood of Dawnwalker promete uma narrativa rica e um mundo envolvente, onde cada decisão pode ter consequências significativas.