No último Gamescom, tive a oportunidade de conferir uma demonstração fechada de The Witcher 3: Songs of the Past, a nova expansão da CD Projekt Red, que chega 11 anos após o lançamento do jogo original.
O evento gerou grande expectativa, especialmente após rumores que circularam por um ano sobre a nova aventura de Geralt, que o levará à terra natal de Dandelion. A CD Projekt Red parece estar investindo muitos recursos para garantir que essa nova história atenda às expectativas dos fãs.
Logo no início da demonstração, fui surpreendido pela sensação de continuidade. O jogo não parece ter um hiato de 11 anos; assim que Geralt acorda em Letten, a narrativa flui como se nunca tivéssemos saído desse mundo.
A escrita da CD Projekt Red se destaca pela profundidade do personagem Geralt. Desde o primeiro momento, com seu habitual resmungo ao perceber que Dandelion está ausente, a conexão com o protagonista é instantânea. A equipe de roteiristas merece reconhecimento por manter a essência do personagem mesmo após tantos anos.
Outro ponto forte é a confiança que a CD Projekt Red deposita nos jogadores. Ao invés de sobrecarregar a narrativa, eles permitem que o público interprete as sutilezas da história. Um exemplo disso é uma cena em que Geralt se vê em uma situação tensa durante um café da manhã, onde as interações entre os personagens revelam muito mais do que palavras podem expressar.
A estrutura das quests também promete surpreender. Embora algumas possam seguir um padrão familiar, a CD Projekt Red sempre consegue adicionar camadas de moralidade e complexidade. Na demonstração, uma missão envolvia a história trágica de um ancestral de Dandelion, que se deixou levar por um amor obsessivo, resultando em um enredo que mistura romance e horror.
Com Songs of the Past, a CD Projekt Red reafirma sua habilidade em contar histórias envolventes e construir mundos ricos, algo que poucos estúdios no mercado conseguem igualar. Estou ansioso para ver mais sobre essa nova expansão, que promete resgatar a magia da série.