Tim Sweeney, CEO da Epic Games, continua afirmando que a inteligência artificial está prestes a inaugurar uma "era dourada" para os videogames. Em postagens recentes no X (antigo Twitter), ele argumenta que o avanço da IA em programação já é suficiente para produzir códigos de qualidade comparável aos humanos.
Sweeney destacou que o tempo que ele gastou desenvolvendo o Unreal Engine 1 poderia ter sido economizado com ferramentas de IA. Segundo ele, projetos que antes eram inviáveis por custo podem agora se tornar realidade, especialmente títulos de grande escala que exigiriam orçamentos muito maiores do que o retorno esperado.
Essa visão tem gerado polêmica. Apesar de alguns jogadores começarem a se acostumar com o uso de IA em jogos, como NPCs com diálogos dinâmicos no Fortnite, muitos desenvolvedores e fãs ainda se mostram relutantes. Há relatos de colaboradores recusando parcerias com a Epic por conta do uso intensivo de IA, especialmente em projetos como o novo jogo da Disney.
O lançador da Epic, recentemente lançado em versão de pré-visualização, foi desenvolvido com base em "prompting" — ou seja, programação por meio de comandos a IA, em vez de código escrito manualmente. A abordagem gerou críticas no Brasil e em outros mercados, com muitos usuários alegando que o produto parece desprovido de esforço criativo.
Apesar das resistências, Sweeney mantém seu posicionamento: a IA vai reduzir custos, acelerar o desenvolvimento e permitir que mais equipes criem jogos que antes eram impossíveis. O futuro dos títulos da Epic, especialmente com foco em IA, pode servir como um teste de aceitação do público brasileiro e global para esse novo modelo de produção.
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