A decisão da Sony de deixar de lançar jogos em discos físicos gerou uma forte reação entre os gamers, que estão se mobilizando por meio de petições online. Uma delas já está próxima de atingir 300 mil assinaturas. Entretanto, a União Europeia (UE) declarou que não pode impedir essa mudança.
Michael McGrath, comissário da UE para a proteção do consumidor, afirmou que as empresas têm liberdade comercial para oferecer jogos e serviços como desejarem, desde que respeitem os direitos dos consumidores conforme as leis nacionais e da UE. Ele também mencionou que a Comissão Europeia não pode impor a obrigatoriedade de manter jogos jogáveis após o término da oferta comercial, devido a direitos de propriedade intelectual existentes.
A questão da posse e preservação dos jogos é um dos pontos centrais da insatisfação dos jogadores. A campanha Stop Killing Games enfrentou um revés quando a Comissão Europeia afirmou que não poderia criar uma obrigação legal nesse sentido.
Com a UE fora do cenário, analistas acreditam que a pressão online não será suficiente para fazer a Sony mudar de ideia. Dr. Serkan Toto, CEO da consultoria Kantan Games, destacou que mesmo se meio milhão de usuários cancelassem suas assinaturas do PlayStation Plus, isso representaria apenas 1% do negócio da Sony, que não deve reconsiderar sua estratégia.
Para a Sony, a transição para um modelo totalmente digital é financeiramente vantajosa. A empresa retém uma porcentagem maior da receita em vendas digitais em comparação com as vendas físicas, onde uma parte significativa vai para os varejistas e custos de fabricação.
Recentemente, a Santa Monica Studio confirmou que o jogo God of War Laufey será lançado em disco, indicando que ainda há espaço para lançamentos físicos no futuro, ao menos para alguns títulos.


