O Binance registrou uma onda de saques logo após a reabertura para usuários no domingo, 3 de novembro de 2026, após um dos maiores ataques de hacking já registrados. A plataforma perdeu US$ 6,3 bilhões em criptoativos, com cerca de US$ 3 bilhões bloqueados em trânsito e o restante cobertos pela empresa.
Em menos de 10 horas, os usuários retiraram US$ 4,649 bilhões da plataforma. Apesar do impacto, o volume de depósitos também se mostrou significativo: cerca de US$ 1 bilhão foi injetado no mesmo período, sinalizando certa confiança dos investidores.
O Binance suspendeu temporariamente saques para realizar auditorias de segurança, avaliar os danos e restaurar os serviços. A empresa admitiu que ainda enfrenta um fluxo líquido negativo de US$ 5 bilhões, mas já observa que os depósitos estão superando as retiradas — um sinal de estabilização.
Segundo o FBI, o grupo de hackers responsável é o 'TraderTraitor', ligado à Coreia do Norte. A agência afirma que o grupo converteu parte dos fundos roubados em Ether, com o objetivo de ocultar os valores. Ainda de acordo com as autoridades, o ataque foi coordenado por agentes do Estado norte-coreano.
A Coreia do Norte rejeitou as acusações. Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong Un, chamou a ligação com o país de uma "tentativa maligna" dos EUA para prejudicar a imagem do regime. A negação é consistente com a postura histórica do governo de Pyongyang em relação a ataques cibernéticos atribuídos a eles.
Apesar do caos inicial, o mercado de cripto no Brasil e em outras regiões acompanha com atenção o desenrolar da crise. A confiança dos usuários é um fator-chave para a recuperação da plataforma, especialmente em um cenário de alta volatilidade e risco.