World End Syndrome é uma visual novel que apresenta uma narrativa intrigante, envolvendo mistério de identidade, bullying e romance sobrenatural. A história se passa na cidade de Mihate, onde os mortos estão voltando à vida. Os personagens são complexos e, em sua maioria, o diálogo é bem traduzido, mas as mecânicas de jogo podem tornar a experiência frustrante.

Na versão para Switch, o jogo se assemelha a um livro de aventura onde o jogador decide com quem passar o tempo. O protagonista pode namorar cinco estudantes, mas apenas três estão disponíveis no início. Embora pareçam se encaixar em estereótipos de anime, as relações se tornam mais significativas à medida que o jogador avança.

A jogabilidade permite que os jogadores explorem a cidade de Mihate após um longo prólogo. No entanto, a falta de indicações sobre onde cada personagem está leva a escolhas aleatórias, e o tempo avança mesmo que o jogador não encontre a pessoa desejada. Isso se torna problemático, pois o jogo ocorre ao longo do mês de agosto, exigindo que os jogadores salvem e carreguem arquivos constantemente para evitar perder oportunidades.

Um dos personagens principais, Saya, vem de uma família rica e, inicialmente, parece arrogante. À medida que o jogador a conhece melhor, sua história se aprofunda, revelando um passado complicado. Contudo, as interações iniciais podem parecer superficiais, e o enredo se torna mais envolvente à medida que sua relação se desenvolve.

Infelizmente, a experiência é prejudicada por um personagem secundário, Kensuke, que é mais irritante do que engraçado. Suas ações e comentários inapropriados quebram a seriedade de momentos importantes da narrativa, tornando difícil para o jogador se conectar com a história.

Apesar das falhas nas mecânicas de jogo e na construção de certos personagens, a narrativa de World End Syndrome é rica e cheia de reviravoltas. O final, que revela segredos sobre o protagonista e o verdadeiro Yomibito, é impactante e vale a pena a jornada, mesmo que frustrante.