Em 13 de outubro de 2016, o PlayStation VR chegou ao mercado com a promessa de levar a realidade virtual para o público em geral. Na época, parecia o grande salto que faltava: um headset acessível, compatível com o PS4 e com um design mais amigável do que os concorrentes. Mas, dez anos depois, a história é outra.
Apesar de um impulso significativo em 2018 — impulsionado por títulos como Moss, Tetris Effect e Astro Bot: Rescue Mission — o PSVR nunca conseguiu consolidar seu lugar no mercado. A chegada do Oculus Quest 2 em 2020 e o sucesso de Half-Life: Alyx mostraram que o futuro da VR estava em dispositivos autônomos, não em headsets conectados a consoles.
O lançamento do PSVR2 em 2023 parecia ser a redenção. Com melhor ergonomia, suporte ao PS5 e um título exclusivo de peso como Horizon: Call of the Mountain, a Sony parecia de novo investir no futuro da tecnologia. Mas o momento estava errado. A curiosidade do público havia esgotado, e o mercado estava mais focado em experiências móveis e de PC.
Em 2024, a Sony lançou um adaptador para PC — um sinal claro de que o console VR já não era prioridade. E em 2026, a empresa transferiu patentes de VR para a Meta, encerrando oficialmente um capítulo que parecia promissor no começo.
Hoje, o cenário da VR é bem diferente: estúdios como Polyarc fecharam, grandes publishers como a Ubisoft se afastaram, e lançamentos de alto impacto são raros. Ainda assim, há vida em nichos: mods como o de Titanfall 2 em VR mostram que a comunidade ainda acredita no potencial da tecnologia.
Se o console VR está morto, talvez o que reste seja uma paixão de entusiastas — e um lembrete de que, às vezes, o futuro que parecia inevitável pode desaparecer antes mesmo de chegar.
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