O CEO da New Blood Interactive, Dave Oshry, revelou que prefere encerrar a empresa em 20 anos do que vender ou se submeter a pressões de investidores. A declaração foi feita em entrevista ao PC Gamer, em meio ao 12º aniversário do estúdio, conhecido por títulos como Dusk, Gloomwood e Ultrakill.

Para Oshry, o sucesso não se mede apenas em lucros ou expansão. Ele valoriza a autonomia criativa, o trabalho remoto e a liberdade de não lançar sequências infinitas. "Se não conseguirmos fazer isso do jeito certo, prefiro desligar tudo e dizer: 'Fizemos o nosso melhor, criamos jogos legais, acabou.'"

Segundo ele, o estúdio é como uma banda ou uma orquestra: tem um som próprio, uma identidade. "Quero que nos lembrem como estúdios favoritos dos anos 90 ou 2000, mas sem o fim triste de tantos que foram comprados e depois abandonados. Quero um final feliz, no nosso tempo."

Essa postura ganha força diante de casos recentes como a morte da BioWare pela EA, em 2026, após décadas de desgaste. Oshry vê o mercado de games como uma máquina que exige produção constante — algo que a New Blood não quer ser.

"É uma máquina que exige produto e força de trabalho. Nós não somos isso. Nós somos uma banda que toca, vende merch, faz turnê. E quando o tempo acabar, vamos nos aposentar antes de ficar cansados ou desgastados. Antes que as pessoas comecem a dizer: 'Eles não estão mais no nível de antes.'"

Para o CEO, o legado não está em continuar para sempre, mas em deixar um impacto positivo. "Quero ir pescar. Quero curtir a vida. E que as pessoas lembrem dos nossos jogos com um sorriso."