Clive Barker, criador da franquia Hellraiser, admitiu que tinha receios de que o novo jogo, Hellraiser: Revival, fosse excessivamente censurado durante o desenvolvimento. No entanto, após ver o resultado final, o diretor de horror de culto afirmou estar "orgulhoso como o diabo" da coragem mostrada pela Saber Interactive.
Em entrevista ao Dread Central, Barker destacou que estava surpreso com o quão longe o jogo conseguiu ir em termos de conteúdo intenso — incluindo violência gráfica, sangue, nudez e temas sexuais fortes — o que resultou na classificação M (Mature) da ESRB, reforçando o tom sombrio e explícito da franquia.
Em vez de seguir a fórmula de multiplayer assimétrico que marcou outros jogos de franquias de terror recentes, Revival optou por um jogo single-player de sobrevivência, com foco na imersão no universo dos Cenobitas. A presença de Pinhead e outros seres do inferno foi essencial para justificar a severa classificação, que já gerou polêmica.
Um exemplo disso foi o caso de um youtuber francês, J0nathan, cujo canal foi banido permanentemente após postar gameplay do jogo — mesmo com cenas de nudez cobertas. A reação mostra o nível de intensidade do conteúdo, que vai além do esperado até por fãs mais experientes.
Barker, que ainda tem planos de retornar ao universo de Hellraiser, acredita que o jogo pode servir como um exemplo para outras franquias: "É um alerta para quem trabalha com propriedades já existentes. Mostre novas formas de reinventar mundos clássicos, com ideias quentes, não esquentadas."
Apesar do elogio do criador, a avaliação da IGN foi moderada, com nota 6/10. O site elogiou o visual de Pinhead, mas criticou a falta de profundidade em outros aspectos do jogo.