A versão para PC de Marvel Tōkon: Fighting Souls, desenvolvida pela Arc System Works e publicada pela Sony, tem enfrentado críticas por seu desempenho insatisfatório. Muitos jogadores acreditam que as várias camadas de proteção contra trapaças podem ser as responsáveis por isso.

Recentemente, uma versão pirata do jogo surgiu online e usuários relataram que ela apresenta um desempenho significativamente melhor que a versão oficial. Um jogador identificado como JustinSGX compartilhou que a versão crackeada utiliza apenas cerca de 34% da capacidade de processamento de seu CPU i7 6700K, enquanto a versão de varejo consome mais de 57%.

O problema parece estar relacionado ao software anti-trapaça da versão oficial, que, segundo JustinSGX, criptografa e descriptografa o jogo em tempo real, utilizando apenas um núcleo do processador.

Outros jogadores corroboraram essas observações, indicando que a versão pirata roda de forma mais fluida, com alguns alcançando 60fps estáveis em configurações altas. Um criador de conteúdo da ArcSys, ShaudL, mencionou que a quantidade de memória utilizada apenas para o anti-cheat é frustrante.

Embora a Arc System Works tenha lançado um patch recentemente que melhorou o desempenho, muitos ainda se perguntam se as diversas instâncias do SDK da Sony, que são iniciadas ao abrir o jogo, contribuem para a lentidão.

As camadas de DRM e anti-trapaça não impediram que usuários dataminassem informações sobre futuros personagens DLC do jogo, e a rápida disponibilização de uma versão pirata, em menos de duas semanas, levanta questões sobre a eficácia dessas medidas.