Após demissões significativas na id Software, desenvolvedora de Doom, Chris Hays, programador líder de serviços, expressou sua insatisfação com a Microsoft e a Xbox. Ele afirmou que a empresa "fundamentalmente não entende arte" durante uma conversa recente.
Hays, que está na id desde 2010, comentou sobre a dificuldade de produzir jogos AAA com uma equipe reduzida, especialmente após a demissão de 136 funcionários. "É impossível fazer um jogo quando há departamentos inteiros que foram desmantelados", disse ele.
Ele também mencionou que a id não é mais a mesma, ressaltando que o que tornava a equipe especial eram as pessoas e os relacionamentos construídos ao longo dos anos. Apesar de uma declaração da id afirmando que a estrutura da equipe ainda é suficiente para continuar produzindo jogos, Hays contradiz essa afirmação, indicando que a equipe é menor do que a que trabalhou em Doom (2016).
Hays criticou a falta de clareza nas comunicações da gestão da Microsoft, sugerindo que o objetivo era evitar que mais funcionários deixassem a empresa. Ele questionou a eficácia do modelo de negócios do Game Pass e como isso afeta as vendas e a percepção de sucesso dos jogos.
O cenário de demissões na id Software faz parte de uma reestruturação maior na Xbox, que afetou 1.600 funcionários no total. Hays expressou seu desejo de cumprir os objetivos da id, mas ressaltou que a comunicação sobre esses objetivos não é clara.
Com a recente liberação de Doom: The Dark Ages e seu DLC, Revelations, a situação atual da id Software levanta preocupações sobre o futuro da desenvolvedora e de sua capacidade de manter a qualidade que os fãs esperam.