A Panache Digital, estúdio canadense cofundado por Patrice Désilets, conhecido por Assassin's Creed, confirmou que ainda utiliza ferramentas de inteligência artificial no desenvolvimento de 1666: Amsterdam, embora em menor quantidade.
A controvérsia surgiu após o lançamento do prólogo jogável do título, onde jogadores notaram indícios de uso de IA em pinturas do jogo e materiais de marketing. Isso levou a um pedido de desculpas da desenvolvedora e à promessa de que a IA não estaria presente no produto final.
Durante um evento de apresentação em Amsterdã, Désilets comentou sobre o tema, afirmando: "Não estará no produto final". Ele reconheceu que, embora a equipe tenha utilizado IA para acelerar o processo, houve falhas na revisão de alguns ativos que acabaram sendo incluídos no demo. "Sinto muito por isso", disse ele.
Désilets explicou que a equipe está usando cada vez menos ferramentas de IA, pois o foco agora não é apenas a rapidez, mas a qualidade do trabalho. "Podemos ter uma grande discussão sobre IA como seres humanos, mas é difícil ter essa conversa agora", comentou.
O jogo se passa em Amsterdã em 1666 e segue a história de uma bruxa chamada Noa, intercalando com narrativas de um homem em 1999 e sua descendente nos dias atuais. O lançamento em acesso antecipado está agendado para 25 de agosto, com preço de $30.