Após uma onda de demissões na id Software, responsável pela série Doom, o programador-chefe Chris Hays expressou sua indignação durante um podcast. Ele criticou severamente o Xbox, afirmando que "eles fundamentalmente não entendem de arte".
Hays, que faz parte da equipe desde 2010, lamentou as 136 demissões ocorridas em julho, destacando que é praticamente impossível desenvolver um jogo AAA com uma equipe reduzida. Ele comentou: "É difícil produzir um jogo quando departamentos inteiros de que você precisa são esvaziados".
Apesar de a id Software ter emitido um comunicado afirmando que ainda possui a equipe necessária para criar jogos, Hays discorda. Ele enfatizou que a id não é mais a mesma e que a essência do estúdio se baseava nas pessoas e nos relacionamentos que tinham.
O programador também mencionou que a direção do estúdio está tentando minimizar o descontentamento entre os funcionários, mas que a realidade é que a equipe atual é menor do que a que trabalhou em Doom (2016). Ele se questionou se o estúdio conseguiria desenvolver um jogo single-player de Xbox 360 com a equipe atual.
Hays também levantou preocupações sobre o modelo de negócios do Game Pass, questionando como isso afeta as vendas e a percepção de sucesso dos jogos. Ele acredita que a Microsoft não compreende a complexidade do desenvolvimento de jogos e a importância da coesão entre as equipes.
As demissões na id Software foram parte de uma reestruturação maior que afetou cerca de 3.200 funcionários do Xbox, conforme anunciado pela nova CEO Asha Sharma. Hays finalizou dizendo que, apesar das dificuldades, ele gostaria de alcançar as metas estabelecidas para a id, mas que essas não estão claramente comunicadas.