A disputa legal entre a Rockstar e 31 ex-funcionários que foram demitidos em 2025 chega à sua fase final. O tribunal começou a ouvir o caso em Glasgow, Escócia, nesta terça-feira.

Os ex-funcionários alegam que foram demitidos injustamente, enquanto a Rockstar afirma que as demissões foram motivadas por vazamentos de informações sobre jogos não anunciados. O sindicato Independent Workers of Great Britain (IWGB) está apoiando os ex-funcionários, argumentando que as demissões foram uma tentativa de desmantelar a união.

Rachel Crawford, uma das programadoras demitidas, fez um discurso impactante durante um protesto, onde destacou a cultura de medo que permeia o ambiente de trabalho na Rockstar. Ela mencionou que foi demitida sem aviso prévio e sem uma explicação clara sobre o motivo.

"O local de trabalho moderno é dominado pelo medo. Medo de falar, medo de ser punido, medo de perder o emprego e até mesmo o lar. No dia 30 de outubro de 2025, eu fui demitida pela Rockstar Games. Senti a humilhação e a vergonha imediatamente", afirmou Crawford.

Ela também enfatizou que a luta não é apenas no tribunal, mas também dentro da própria Rockstar, onde muitos colegas estão se unindo para buscar reconhecimento e proteção como trabalhadores.

O tribunal deve se estender até 16 de outubro, e os ex-funcionários buscam uma declaração de que suas demissões foram injustas, além de reintegração ou compensação.