Os desenvolvedores da EA estão enfrentando um ambiente de trabalho cada vez mais tenso desde que a empresa foi adquirida por um grupo de investidores liderados pela Arábia Saudita, em um acordo de US$ 55 bilhões. Após a conclusão do negócio, a EA se tornou uma empresa privada e os funcionários sentem uma pressão maior do que antes.
Em relatos anônimos, trabalhadores da EA expressaram suas preocupações sobre a insegurança no emprego. Apesar de a empresa ter tentado acalmar os ânimos ao afirmar que não haveria mudanças imediatas, muitos acreditam que estão sob constante ameaça de demissões. Um funcionário comentou que, em vez de demissões em massa, a empresa pode optar por demissões em pequenas ondas para evitar notificações obrigatórias do governo dos EUA.
A EA já havia demitido funcionários anteriormente, mesmo sem a pressão de uma aquisição. Recentemente, a empresa cortou postos de trabalho em quatro estúdios que contribuíram para o desenvolvimento de Battlefield 6, que foi promovido como o maior lançamento da franquia. Um dado preocupante é que, enquanto o CEO Andrew Wilson ganhou 305 vezes mais do que o funcionário médio da EA no ano passado, a empresa está comprometida em cortar US$ 700 milhões em custos anuais para pagar uma dívida de US$ 18 bilhões contraída durante a aquisição.
Funcionários expressaram ceticismo sobre as promessas da administração e alertaram que equipes ou jogos que não alcançarem o desempenho esperado podem ser dissolvidos ou vendidos. Um dos colaboradores afirmou que a história de aquisições com alavancagem mostra que essa é uma prática comum, independentemente do que os executivos afirmam.
A situação é preocupante, pois qualquer queda no fluxo de caixa da EA pode impactar ainda mais os funcionários. A sensação geral entre os trabalhadores é de que o futuro é incerto e que as mudanças necessárias para quitar a dívida podem ocorrer a qualquer momento.