O estúdio Red Barrels, responsável pela série Outlast, tem fama de criar jogos de terror extremamente intensos. Agora, o diretor Philippe Morin revelou um episódio marcante: um playtester ficou tão abalado durante uma sessão de testes que fugiu do estúdio, foi chorar do lado de fora e não retornou.

Segundo Morin, em entrevista ao Gamespot, o estúdio sempre prioriza a transparência com quem trabalha nele. Durante as entrevistas de emprego, os candidatos são avisados sobre o tipo de conteúdo que envolve violência, sangue e temas perturbadores. "Nós sempre garantimos que as pessoas estejam cientes do que criamos", disse ele.

Apesar disso, o impacto emocional do material ainda pode ser muito forte. Morin contou que houve um caso em que alguém, após algumas horas de testes, saiu correndo do estúdio. "Alguém saiu correndo para chorar lá fora", lembrou. A pessoa não voltou ao trabalho.

Outro exemplo envolveu um funcionário que aceitou o cargo na segunda-feira, mas pediu demissão na quinta — mesmo sabendo do conteúdo gráfico. O motivo? Um desconforto com elementos religiosos, algo mais presente em Outlast 2, que aborda uma seita cristã violenta.

Apesar dos impactos emocionais, o público aderiu com força. O mais recente título da série, The Outlast Trials, vendeu meio milhão de cópias na primeira semana de acesso antecipado. Desde 2013, a franquia já conquistou 60 milhões de jogadores em todo o mundo.

Com isso, não há sinais de que o estúdio vá suavizar seu estilo. "É só o que a gente acredita ser um horror verdadeiro", afirmou Morin, reforçando que o tom gráfico é uma escolha criativa, não uma estratégia para chocar.