Para a primeira vez desde o início do The Game Awards, em 2014, a influência dos Estados Unidos na júri do prêmio está sendo superada. A edição de 2026 revelou uma nova composição do júri internacional, com apenas 17 representantes dos EUA — uma queda significativa em comparação aos anos anteriores.
O Reino Unido, tradicionalmente o segundo maior bloco, subiu de 14 para 17 votos, empatando com os EUA pela primeira vez. Já o Brasil se destacou com um aumento de quatro votos, totalizando 14, e se tornando uma força crescente no processo de votação.
Essa mudança reflete um movimento mais amplo de internacionalização. Países da América Latina agora representam cerca de 21% da júri, enquanto o bloco anglófono — formado por EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália — está em declínio. Por outro lado, a Europa continental consolidou sua presença, representando agora 27% do júri, quase equivalente ao bloco anglófono.
Apesar da similaridade cultural entre EUA e Reino Unido, a mudança na estrutura da júri pode ter impacto real nos resultados, especialmente com a ascensão de vozes mais diversas. O Brasil, em particular, está se tornando um player importante no cenário global de premiações de games.
Os dados confirmam uma tendência já observada: o poder de decisão do The Game Awards está se diversificando, com o mercado brasileiro ganhando mais peso em decisões que antes eram dominadas por estúdios e mídias norte-americanas.
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