Um ex-desenvolvedor da Treyarch, responsável por parte dos jogos de Call of Duty: Black Ops e Black Ops 2, reagiu com emoção mista ao sucesso dos remasters lançados no PS5 em 2026. Gavin Goslin, que trabalhou na equipe por 15 anos, disse que é "bittersweet" ver os títulos voltarem a dominar as paradas, mas lamenta que os executivos estejam lucrando enquanto os criadores originais não recebem nada.
Os remasters, lançados por Activision por US$ 40 cada sem conteúdo extra, se tornaram dois dos jogos mais jogados do ano nos EUA, segundo dados da Circana. Apesar de serem apenas portes básicos, eles se destacaram no mercado, especialmente entre jogadores nostálgicos que valorizam a jogabilidade mais ágil e focada dos títulos antigos.
Goslin destacou que passou anos em crunch, com horas exaustivas, para entregar os jogos. Agora, vê os resultados financeiros sendo colhidos por empresas, enquanto os desenvolvedores não têm acesso a royalties ou ressarcimento retroativo — algo comum em outras indústrias, como o cinema.
"Essa riqueza precisa ser compartilhada retroativamente", afirmou ele. "Receitas de jogos clássicos deveriam gerar recompensas para os devs que sobreviveram ao esforço extremo para criá-los."