Um ex-gerente da Capcom, Miguel Corti, afirmou em postagens antigas no Bluesky que Resident Evil: Code Veronica teve um impacto direto e negativo no desenvolvimento da franquia. Segundo ele, o jogo, lançado em 2000 para o Sega Dreamcast, criou uma linha direta que levou ao estilo de ação pesada de Resident Evil 5 e 6.
Apesar de ser amplamente aclamado na época, Code Veronica ganhou fama por seu design desatualizado e por ser visto como um dos jogos mais controversos da série. Corti argumenta que o jogo foi um divisor de águas, com uma abordagem que tentava encher o disco do Dreamcast com tantas localizações e enredos quanto possível — algo que, segundo ele, afastou a franquia de seus alicerces de horror sobrevivência.
Para o ex-membro da equipe, o problema está no fato de que muitos desenvolvedores da época consideram Code Veronica o melhor título antes de Resident Evil 4, o que, na opinião dele, criou uma base equivocada para o futuro da série. Ele ainda critica a abertura do jogo, que ele descreve como um pastiche de Die Hard e John Woo, com pouco a ver com o tom de terror que define a franquia.
Apesar das críticas, Corti ressalta que não tem mágoa contra os fãs do jogo, mas reconhece seu viés contra ele por acreditar que foi o início de um período difícil para a franquia. No entanto, ele também destaca que a revitalização com Resident Evil 7 e os sucessivos lançamentos de jogos de horror puros mostram que a série se recuperou bem.
Com a nova versão de Code Veronica anunciada, o debate sobre o legado do jogo volta à tona — mas, para muitos, o passado já está superado, especialmente com o sucesso recente da franquia em jogos, filmes e eventos.