Fãs do clássico Ghost in the Shell de 1995 expressaram descontentamento com o recente remake produzido pelo estúdio Science Saru. O diretor Touma Kimura, conhecido como Mokochan, decidiu se pronunciar sobre as críticas.
Segundo Kimura, a intenção da equipe não era destacar o lado frio e mecânico da Major Motoko Kusanagi, mas sim mostrar seu lado interno e sua personalidade. "Nosso objetivo não era enfatizar o exterior frio e mecânico de Motoko. Em vez disso, queríamos projetar seu eu interno e sua personalidade diretamente na tela", explicou.
A nova versão de 2026 busca adaptar mais fielmente o mangá original de Masamune Shirow, onde Motoko é retratada como uma personagem mais carismática e o ambiente é mais vibrante. Essa abordagem contrasta com a versão de 1995, que, por conta de seu visual e por ser a primeira adaptação, se tornou a mais conhecida entre os fãs, mesmo sem refletir o material original.
Hiroyuki Okiura, supervisor de animação e designer de personagens da versão de 1995, havia optado por uma Motoko mais madura e contida, o que acabou se tornando a referência para muitos. O remake, por outro lado, tenta resgatar a essência da Motoko do mangá, que é menos conhecida pelo público.
O autor do mangá original também esteve envolvido na produção do novo anime, garantindo que a adaptação seguisse suas diretrizes. Maaya Sakamoto, que já dublou a personagem em outras produções, elogiou essa nova abordagem, afirmando que a versão atual de Motoko é "expressiva e enérgica", trazendo um frescor à personagem. "Foi a primeira vez que vi esse tipo de Motoko em um anime, e foi algo revigorante", comentou Sakamoto.


