O Steam continua sendo o centro do ecossistema de jogos no PC, segundo análise do diretor de inteligência de mercado da Newzoo, Emmanuel Rosier. Ele afirma que, enquanto a Valve permanecer independente e não listada em bolsa, é quase impossível imaginar um concorrente que consiga superá-lo.
Apesar de existirem alternativas como GOG, Itch.io, Battle.net e o Epic Games Store, nenhuma delas consegue atrair massa crítica suficiente para desafiar o domínio do Steam. Rosier destaca que a história do mercado mostra um ciclo: grandes editoras como EA, Ubisoft e Blizzard criaram suas próprias plataformas, mas acabaram retornando ao Steam por conta da conveniência e da base de usuários consolidada.
"Steam é difícil de evitar", diz o analista. A rede de amigos, as bibliotecas de jogos e o hábito de uso criam uma barreira de entrada quase insuperável para qualquer concorrente. Mesmo que uma nova plataforma ofereça melhores taxas para desenvolvedores ou funcionalidades superiores, muitos jogadores não migrariam por causa do custo psicológico e da incompatibilidade de bibliotecas.
Um ponto relevante é a posição da Microsoft com o Project Helix, que integra jogos de PC e console. Embora a empresa tenha acesso a Battle.net e ao catálogo de Activision Blizzard, o futuro da plataforma ainda é incerto. Ainda assim, Rosier não vê sinais de que grandes editoras vão abandonar o Steam em massa.
Para o analista, a própria natureza privada da Valve é um dos seus maiores trunfos. Sem pressão de acionistas ou metas de lucro imediatas, a empresa pode se concentrar em manter o ecossistema estável, o que reforça a posição dominante do Steam. "É o jogo da Valve para perder", conclui.