Epic Games anunciou o lançamento de uma versão de prévia do novo launcher da Epic Games Store, com promessa de desempenho superior ao Steam. Segundo o blog da empresa, o novo sistema inicia em 5,47 segundos — 46% mais rápido em inicialização fria do que o concorrente.

O detalhe polêmico? O launcher foi desenvolvido com o que a Epic chama de "vibe coding": uma abordagem que utiliza inteligência artificial para gerar código sem que os programadores precisem entender completamente como o software funciona. A prática, ainda controversa no mundo do desenvolvimento, é vista com desconfiança por especialistas por aumentar riscos de vulnerabilidades de segurança e dificultar manutenção futura.

Apesar da promessa de velocidade, a versão inicial é minimalista, descrita como um "speedboat" e não um "iate". O sistema já inclui recursos como navegação mais ágil entre biblioteca e loja, filtro mais rápido, exibição de dados de download em tempo real, voz em chat e visualizações personalizáveis da biblioteca.

Na prática, o uso de IA no desenvolvimento de software é uma aposta clara da Epic. O CEO Tim Sweeney tem defendido uma transformação da empresa rumo ao que ele chama de "máximo aceleramento por IA", com foco em permitir que equipes criem mais e melhor conteúdo — especialmente com o Unreal Engine.

Essa abordagem não é nova. A empresa já usou IA para gerar skins no Fortnite e lançou um NPC de Darth Vader com gatilhos de discurso que foram explorados para gerar conteúdo ofensivo. O novo launcher, ainda em fase experimental, deve ser testado por usuários interessados, mas o fato de o sistema ter sido "vibe coded" gera preocupação, especialmente ao se tratar de uma plataforma que lida com dados financeiros e de usuários.

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