A situação no estúdio Bit Reactor, que desenvolveu o jogo Star Wars Zero Company, não é das melhores. Segundo informações, a maioria da equipe foi colocada em licença logo antes do lançamento do título, com a empresa afirmando que pretende recontratar os funcionários se as vendas forem satisfatórias.

Relatos indicam que cerca de 80% dos desenvolvedores foram afastados, enquanto outros mencionam que a equipe está operando com um número reduzido de pessoas. Zachariah Scott, um ex-artista do estúdio, acusou a administração de esconder o fato de que os funcionários estavam em licença, em uma postagem no LinkedIn após o lançamento do jogo.

Alison Kelly, cofundadora da Bit Reactor e envolvida em uma disputa legal com a empresa desde 2024, fez declarações semelhantes em um processo datado de 12 de agosto. Um representante do estúdio confirmou a licença, mas não deu detalhes adicionais, afirmando que a decisão foi tomada internamente e não por EA ou Disney, com a esperança de recontratar os funcionários se o jogo tiver um bom desempenho.

A razão para a licença temporária é a falta de recursos financeiros antes do lançamento de Zero Company. Scott mencionou que muitos dos colegas com quem conversou não estão otimistas quanto à possibilidade de todos os funcionários serem recontratados, independentemente do sucesso do jogo.

Até o momento, Star Wars Zero Company está indo bem nas vendas, ocupando o terceiro lugar entre os jogos mais vendidos no Steam e recebendo uma nota de 85 no Metacritic. Greg Foertsch, outro cofundador da Bit Reactor, comentou sobre planos futuros em entrevistas durante a Gamescom 2026, enquanto ainda enfrenta questões legais relacionadas ao caso de Kelly, que busca US$ 20 milhões em danos.