Nate Purkeypile, um ex-desenvolvedor da Bethesda que trabalhou em títulos como Skyrim e Fallout, revelou em entrevista como teria projetado Starfield se estivesse no comando do projeto. Ele acredita que a abordagem da Bethesda, que prometeu 1.000 planetas, não foi a mais adequada.
Purkeypile, que deixou a Bethesda em 2021, foi o artista sênior de iluminação e de mundo em Starfield. Em sua visão, a criação de tantos planetas resultou em repetição de conteúdo, o que prejudicou a experiência do jogador. Ele mencionou que, se estivesse no controle, optaria por um número menor de planetas, mas com layouts mais elaborados.
“Se eu estivesse no comando, teria feito um punhado de planetas com layouts personalizados”, afirmou Purkeypile. Ele observou que, durante sua jogatina, encontrou locais repetidos, o que é problemático em um jogo que se propõe a ter uma vasta exploração espacial.
Segundo ele, a ideia de criar planetas de forma procedural não foi bem executada, resultando em uma experiência que não se compara às grandes produções anteriores da Bethesda, como The Elder Scrolls e Fallout. Ele criticou a incoerência do mundo, onde grandes cidades eram cercadas por vastas áreas vazias, sugerindo que a falta de tempo e recursos levou a esse resultado.
Outros ex-desenvolvedores da Bethesda também comentaram sobre as limitações do design de Starfield. Bruce Nesmith, que foi designer sênior do jogo, mencionou que inicialmente propôs um número menor de sistemas solares, acreditando que a qualidade se perderia ao tentar criar muitos planetas.
Apesar das críticas, Todd Howard, chefe da Bethesda, defendeu o jogo, afirmando que Starfield já atraiu mais de 17 milhões de jogadores e que continua sendo uma parte importante do futuro da empresa, com novos conteúdos planejados para os próximos anos.